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Assim como outras casas de research, o BTG Pactual rebaixou a recomendação para as ações do Banco do Brasil (BBAS3). Passou de “compra” para “neutra”. O preço-alvo também foi cortado: de R$ 34 para R$ 30. Em um relatório divulgado na segunda-feira, 19, o time de analistas avalia que os resultados do primeiro trimestre de 2025 (veja aqui [4]) vieram piores do que o esperado e os diretores falharam em responder sobre as preocupações que os números trouxeram. Para o BTG, “a situação ainda pode piorar antes de melhorar”. A equipe destaca que preferiu rebaixar a recomendação para neutra, aguardando ou uma correção adicional ou mais clareza sobre os próximos resultados. O banco salienta que o resultado do primeiro trimestre foi penalizado pela deterioração da carteira agrícola, impacto da Resolução CMN nº 4.966 (mudança no reconhecimento de receitas) e maiores provisões. O Banco do Brasil enfrenta um aumento dos NPLs (non-performing loans, ou empréstimos inadimplentes) em sua carteira do agronegócio, segmento que representa quase um terço de todo o portfólio de crédito do banco estatal. Já a Resolução forçou a instituição financeira a elevar as provisões, principalmente por causa da grande exposição ao crédito rural.