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Azul (AZUL4) entra em ‘recuperação judicial’ nos Estados Unidos

 

 

Publicado às 7h57

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A Azul (AZUL4) informou nesta quarta-feira, 28, que acionou o Capítulo 11 da Lei de Falências norte-americana, o chamado Chapter 11, processo semelhante à recuperação judicial no Brasil. A informação consta em um fato relevante. A companhia divulgou que celebrou acordos de apoio à reestruturação com seus principais stakeholders, incluindo detentores de títulos da companhia, sua maior arrendadora, a AerCap — que representa a maior parte das obrigações da companhia com leasing —, e os parceiros estratégicos United Airlines e American Airlines, com o objetivo de implementar um processo de “reorganização financeira de forma proativa”. Os acordos visam transformar a estrutura de capital da Azul, por meio de redução significativa do endividamento e geração positiva de caixa”, afirmou a companhia. Para implementá-los, a Azul deu início a um processo voluntário de reestruturação nos Estados Unidos, sob o Chapter 11, que contempla aproximadamente US$ 1,6 bilhão em financiamento durante o processo, eliminação de mais de US$ 2,0 bilhões em dívidas e previsão de até US$ 950 milhões em novos aportes de capital no momento da saída do processo. “Esses Acordos marcam um passo significativo na transformação do nosso negócio, pois nos permitirá emergir como líderes do setor nos principais aspectos da nossa atividade”, afirmou John Rodgerson, CEO da Azul. Segundo a companhia, o processo é inédito na região, dado que se inicia com o apoio já formalizado de grande parte dos stakeholders estratégicos. A companhia garantiu um financiamento DIP de aproximadamente US$ 1,6 bilhão de parceiros financeiros, que será usado para refinanciar certas dívidas existentes e prover cerca de US$ 670 milhões em nova liquidez durante o processo. Ao final do processo, está prevista a amortização do DIP com os recursos de uma oferta de subscrição de ações de até US$ 650 milhões, com garantia firme dos referidos investidores, além de um possível investimento adicional de até US$ 300 milhões por parte da United Airlines e American Airlines, sujeito a determinadas condições. “Esse pacote completo de financiamento viabiliza uma saída estruturada e acelerada do processo”, afirmou a empresa, que destacou também que, durante todo o processo de reestruturação, continuará voando e operando normalmente.