
Publicado às 22h44
Atenção: notícia atualizada às 12h de 5 de março.
A Mobly (MBLY3) informou no sábado, 1° de março, que recebeu correspondência de Régis Edouard Alain Dubrule, Ghislaine Thérèse de Vaulx Dubrule, e Paul Jean Marie Dubrule a respeito de intenção deles de formular oferta pública de aquisição (OPA) de ações para aquisição do controle da companhia. “Os potenciais ofertantes são fundadores da Tok&Stok, e, por cerca de 40 anos, estiveram à frente da gestão da empresa. Com base em sua larga experiência no setor de varejo de móveis e decoração, os potenciais ofertantes acreditam firmemente em sua capacidade de impulsionar os resultados da Mobly, como fizeram com a Tok&Stok ao longo do período em que foi conduzida pelos potenciais ofertantes”, afirma a correspondência da família Dubrule. A OPA terá por objeto a aquisição de até 122.763.403 ações de emissão da companhia, representativas, nesta data, de 100% das ações de emissão da Mobly. O preço a ser ofertado será de R$ 0,68 por ação. A OPA será intermediada pelo BTG Pactual Corretora. Os potenciais ofertantes são titulares de 104.806.563 ações de emissão da Tok&Stok, representativas de 38,89% do seu capital social. Leia aqui [1] a íntegra do documento. Na quarta-feira, 5, a Mobly qualificou de ‘inviável’ a proposta dos fundadores da Tok&Stok para a compra da companhia. [2]Em um fato relevante, a Mobly informou que seu conselho de administração discutiu os termos da carta de intenções da família Dubrule. “O preço por ação para a potencial OPA apresentado na proposta reflete um expressivo desconto de 51% sobre a cotação de fechamento do pregão do dia 28 de fevereiro de 2025 (R$1,39) e de 53% sobre o preço médio ponderado de negociação das ações dos últimos 30 pregões (R$1,44), e também um desconto de 82% sobre o valor patrimonial por ação em 30 de setembro de 2024 (R$3,87) ou 83% sobre o valor patrimonial por ação em 30 de junho de 2024 (R$4,08)”, afirma a companhia no fato relevante.
Ainda segundo a Mobly, a proposta, para se tornar irrevogável e irretratável mediante a publicação de edital de OPA, como determina a regulamentação aplicável, dependeria da obtenção da anuência dos debenturistas da Tok&Stok quanto à mudança de controle da companhia e à reforma do Estatuto Social para exclusão da cláusula de OPA por atingimento de participação relevante superior a 20% do capital social da companhia. “Até o momento, acionistas que representam, em conjunto, 40,6% do capital social da companhia, já indicaram à administração da companhia não ter interesse em alienar suas ações nos termos da proposta, caso ela venha a se tornar uma oferta vinculante e irrevogável, bem como a sua intenção de votar contrariamente à exclusão da OPA Estatutária no contexto da proposta. Desta forma, não seria possível à Familia Dubrule adquirir a participação mínima de 85.000.000 de ações ordinárias de emissão da companhia (correspondente a 69,2% do capital total) indicada na Proposta, mesmo se a OPA viesse a ser lançada, de modo que a Proposta parece ser de plano inviável”, afirma a Mobly.
A Mobly também afirmou que, diferentemente do noticiado sobre a proposta, sua administração esclarece que não há planos para capitalização da companhia neste momento, e que segue focada na implementação da estratégia de negócios e na captura de sinergias decorrentes da aquisição do controle da Tok&Stok.
Whatsapp:
Para receber notícias gerais de companhias do Brasil (fatos relevantes, comunicados) entre pelo link: https://chat.whatsapp.com/DqNfHb5FttDAiaKeAxgMYR [3] ou acesse o canal do Finance News no Whatsapp: https://whatsapp.com/channel/0029VaAwVgj6WaKuvaXNhM2T [4]