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Indústria da moda sofre na pandemia e é obrigada a inovar

Foto de: Artificial Photography (Unsplash.com)

 

 

Um dos setores que mais sofreram durante a pandemia em 2020 foi, sem sombra de dúvidas, o da Moda. O ano de 2020 representou para a indústria uma queda de arrecadação sem precedentes. Segundo pesquisa da consultoria internacional McKinsey Global Fashion [1], a queda foi de aproximadamente 90% em todo mundo. No cenário mais otimista, a indústria voltará a tomar fôlego apenas no segundo semestre de 2022.

No Brasil a situação não foi nem um pouco diferente. Tanto é que a projeção para 2021 da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é negativa. Estimam uma queda de 6,4%, em relação ao ano passado, que já teve um resultado bastante pessimista: – 22,7%. Foi o pior resultado da série histórica da Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O desempenho em 2020 foi tão baixo, que pela primeira vez desde 1998, aconteceu uma deflação com o setor de vestuário (-1,1%). A estratégia foi baixar os preços para conquistar o consumidor e estancar um pouco das perdas. Mesmo assim, diversas empresas se viram obrigadas a fechar as portas por tempo indeterminado [2] para conter os prejuízos.

Desfiles virtuais

O mês era fevereiro de 2020 e o Coronavírus havia acabado de dar o seu primeiro surto na Itália. Por conta disso, pela primeira vez na história, o mestre da moda italiana, Giorgio Armani, decidiu fazer o seu tradicional desfile de portas fechadas. Entretanto, o evento que integra a Semana da Moda de Milão foi transmitido ao vivo pela internet para todo mundo. Foi um sucesso absurdo. Fato que na sequência foi copiado e também realizado pelas maiores empresas do ramo ao longo do ano.

Mais de um ano se passou desde então, e o vírus ainda está presente em todo o mundo. Por isso, os principais desfiles em Milão, a capital mundial da moda, continuam sendo transmitidos online. [3]

Tendências para o futuro

Roupas e objetos mais leves, ideais para ficar em casa, pelo visto vieram para ficar. Com isso, afastaram pelo menos por um tempo, a conhecida compulsão por roupas chiques. Os dados da plataforma internacional de moda Lyst reforçam esta tese. O site analisou mais de 100 milhões de compradores online e, em seu relatório do ano de 2020, descobriu que os chinelos Birkenstock, os Crocs, os chinelos UGG e as calças de agasalho da Nike estavam entre os itens de roupa mais procurados do ano.

O home office trouxe para a maioria da população a tranquilidade de ficar em casa e não precisar se arrumar. Mesmo que a pandemia termine em 2021, a tendência é que peças antes associadas ao ato de ficar em casa, como o moletom, por exemplo, se tornem queridinhas e até ganhem as ruas”, afirma a Personal Stylist Anna Liz Melo, colunista do portal de estilo StyleSpring [4].

Ela acredita que teremos um novo comportamento de consumo pós pandemia, bem como uma transformação digital significativa nas empresas do setor. “Essas mudanças aconteceram nos mais variados níveis. Não foi difícil encontrar durante a pandemia lives no Instagram de Lojas vendendo seus estoques por preços muito baixos. Esses tipos de ação fizeram muito sucesso e devem se repetir caso aconteçam novos lockdowns pelo país. O mesmo acontece com atendimentos por videochamada. Diversos empresários da moda estão apostando neste tipo de serviço para conquistar ainda mais o cliente. Quem não está bem organizado na internet hoje, infelizmente deve quebrar”, afirma.

A tendência é que as marcas apostem cada vez mais no e-commerce, através das vendas online e no mundo digital, através dos influenciadores e redes sociais. Hoje, diversas marcas apostam em nomes e rostos famosos para divulgá-las em aplicativos como Instagram. Mas e quando a pandemia passar? Confira uma lista com tendências para o futuro:

1 – Roupas confortáveis em primeiro lugar (sem salto alto ou sapato social)

2 – Peças básicas no look (jeans confortável e cores neutras)

3 – Roupas com tecnologia antiviral

4 – Moda com propósito (apoio a alguma causa)

5 – Peças de segunda mão (aluguel de roupas e compras em brechós)