Petrobras se tornará uma boa pagadora de dividendos? 

2 de outubro de 2020 Por Redação

Presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco e o ministro da Economia, Paulo Guedes

 

Publicado às 13h45min

 

Petrobras se tornará uma boa pagadora de dividendos? 

A resposta à pergunta feita no título desse artigo é sim, na avaliação de analistas do Bradesco BBI. O Banco considera que a estatal petroleira segue no caminho de se tornar uma boa pagadora de dividendos em 2022 ou 2023. 

Os analistas destacam que a nova política de dividendos deve ser acionada quando a dívida bruta atingir US$ 60 bilhões em 2022, levando a um pagamento de US$ 4,7 bilhões a US$ 7,7 bilhões em dividendos (yield de 10% a 17%). Para isso o preço do barril tipo Brent tem de estar cotado a US$ 45 a US$ 55 por barril.

Para o Bradesco BBI, o preço-alvo para a Petrobras em 2021 é de US$ 14 por ADR ou R$ 38 por ação. Para 2020, o preço-alvo é de R$ 36 por ação.

A avaliação do BBI é parecida com a do BTG Pactual. Em setembro, em relatório enviado a clientes, o BTG destacou que a Petrobras poderá se tornar uma máquina de dividendos citando, entre outros fatores, o corte dos investimentos planejados entre 2021 e 2025 feito pela estatal.

Para os analistas do BTG, dividendos mais altos ainda estão cerca de “18 meses distantes” e reiteraram a Petrobras como uma das top picks do setor.

Em julho deste ano a Petrobras aprovou remuneração aos acionistas sob a forma de dividendos no valor de R$ 1,7 bilhão para as ações ordinárias (R$ 0,233649 por ação) e R$ 2,5 milhões para as ações preferenciais (R$ 0,000449 por ação) com base no resultado anual de 2019. 

O pagamento do dividendo será realizado em 15 de dezembro de 2020.

Ações em queda nesta sexta-feira

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) operavam às 13h45min em baixa de -2,22% (R$ 19,40) com a forte desvalorização do barril de petróleo. O Brent caía -3% nesta sexta, 2, meio às incertezas na política americana após o presidente Donald Trump ter contraído o novo coronavírus.

A queda do preço do petróleo ofusca a decisão favorável do Supremo Tribunal Federal no sentido de liberar a venda de refinarias que integram o programa de desinvestimentos da estatal.

Na noite de ontem a Petrobras (PETR3, PETR4) divulgou um comunicado onde afirma que dará continuidade aos processos competitivos de venda das Refinarias Landulpho Alves (RLAM) na Bahia, Presidente Getúlio Vargas (REPAR) no Paraná, Abreu e Lima (RNEST) em Pernambuco, Unidade de Industrialização do Xisto (SIX) no Paraná, Alberto Pasqualini (REFAP) no Rio Grande do Sul, Refinaria Gabriel Passos (REGAP) em Minas Gerais, Refinaria Isaac Sabbá (REMAN) no Amazonas e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR) no Ceará.

 

 

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