Dúvidas sobre Fundos de Investimento? Descomplicamos para você

16 de dezembro de 2019 Por Redação

 

Os principais Fundos de Investimentos

Fundo de Investimento ou Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento, fundo passivo, ativo, cambial, de renda fixa, de ações, de curto prazo, referenciados, multimercados.

São tantas as opções, nomenclaturas, siglas, classes e subclasses que parece que o mercado faz isso somente para confundir os investidores.

Mas fique calmo! Iremos explicar todas as diferenças e classificações para você aprender a escolher o que mais se adapta ao seu perfil de investidor e aos seus objetivos, além das vantagens e desvantagens de cada um deles.

Para começo de conversa, os fundos são divididos em tipos ou classes pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que é o regulador do mercado.

Para CVM existem 7 tipos, ou classes, de fundos de acordo com a posição principal da carteira, isso é, dos investimentos que o fundo faz. 

São eles:

– Curto Prazo

– Renda Fixa

– Referenciados

– Dívida Externa

– Ações

– Cambiais

– Multimercado

Antes, porém, de explicarmos as classificações da CVM, vamos entender uma diferença básica que aparece na maioria dos fundos que ou é FI ou é FIC (ou FICFI).

FI ou Fundo de Investimento é o tipo de fundo que investe o dinheiro dos cotistas diretamente no mercado escolhido, seja ele títulos públicos, privados, ações ou qualquer outro ativo financeiro. São os legítimos fundos de investimento.

Já os FIC (ou FICFI) são Fundos de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento, são fundos de fundos e não fazem investimentos diretos. Eles simplesmente compram cotas de outros fundos de uma mesma classe. Assim sendo, um FIC de renda fixa, por exemplo, é obrigado a comprar 95% do seu patrimônio em outro fundo de renda fixa.

Então vamos entender os nomes e classes de fundos categorizados pela CVM.

Fundo de Curto Prazo (CP)

Os Fundos de Curto Prazo investem seus recursos em títulos públicos federais ou privados pré-fixados ou indexados ao CDI/Selic. Geralmente a rentabilidade desses fundos é muito próxima ao desempenho da Selic ou ao CDI. 

São fundos de renda fixa conservadores e indicados para recursos aplicados por menos de 1 ano. Suas principais vantagens são a alta liquidez, a garantia de resgate no curto prazo e o baixíssimo risco. Já sua principal desvantagem é que a rentabilidade costuma ser menor do que fundos de prazo mais longo, além dos impostos serem maiores (IOF para aplicações menores que 30 dias e IR de 22,5% para operações de até 180 dias).

Fundo Referenciado (REF)

Os Fundos Referenciados acompanham algum índice de referência. Os mais comuns são referenciados aos juros (CDI), inflação (IGPM, IPCA) e moedas estrangeiras.

No seu nome o Fundo tem que especificar qual o índice de referência, como por exemplo, REF DI, que tem como referência o CDI.

Esses fundos aplicam, no mínimo, 95% da sua carteira em ativos atrelados ao índice de referência e são considerados seguros por terem no mínimo, 80% da carteira aplicada em títulos públicos federais ou títulos de renda fixa de baixo risco. Suas principais vantagens são o baixo risco e a alta liquidez e sua principal desvantagem é o retorno menor que fundos de longo prazo.

Fundo de Renda Fixa (RF)

Os Fundos de Renda Fixa investem, no mínimo, 80% do seu patrimônio em títulos públicos ou privados relacionados a variação da taxa de juros ou a um índice de inflação.

A diferença fundamental entre os fundos de renda fixa e os referenciados é que nos fundos de renda fixa o rendimento é pré-fixado, isto é, o rendimento é fixo independente da variação da referência ao longo do tempo.

A principal vantagem dos fundos de renda fixa é que em momentos de queda de juros, por exemplo, o rendimento se manteria fixo e mais alto. Já sua desvantagem é que se a Selic subir, por exemplo, como o rendimento já está fixado, o rendimento seria menor.

Fundos de Dívida Externa (ou Fundos de Investimentos no Exterior – FIE)

Os Fundos de Dívida Externa investem, no mínimo, 80% da carteira em títulos da dívida externa brasileira negociados no mercado internacional. Os outros 20% restantes podem ser investidos em outros títulos de crédito negociados no mercado internacional.

As principais vantagens desse tipo de fundo é a praticidade de investir em ativos brasileiros no exterior além de boa alternativa de diversificação. Suas principais desvantagens são o maior risco e maior volatilidade, pois esses títulos estão atrelados à percepção do risco país além da variação cambial. 

Fundos de Investimentos em Ações (FIA)

Os Fundos de Investimento em Ações aplicam, no mínimo, 67% de sua carteira em ações negociadas na Bolsa de Valores ou em mercado de balcão organizado.

A principal vantagem dos Fundos de Ações é que no longo prazo eles costumam ter retornos muito superiores aos fundos de renda fixa. Sua principal desvantagem é o alto risco e a grande variação do patrimônio no curto prazo.

Fundos Cambiais 

Os Fundos Cambiais, investem, no mínimo, 80% do patrimônio em ativos atrelados, direta ou indiretamente, a variação de preços de uma moeda estrangeira. Os 20% restantes devem ser aplicados apenas em títulos e operações de renda fixa prefixada ou indexada à Selic ou ao CDI.

É um investimento indicado para quem deseja preservar seu poder de compra em moeda estrangeira no longo prazo. 

Sua principal vantagem é a facilidade de investir em moeda estrangeira e sua principal desvantagem é o alto risco e as grandes variações.

Fundos de Investimento Multimercado (FIM ou MM)

Os Fundos de Investimento Multimercado aplicam seus recursos em uma combinação de ativos, entre eles ações, renda fixa, moedas, títulos públicos e privados, além de derivativos. 

É um investimento indicado para médio e longo prazo.

Sua principal vantagem é que costuma ter rendimentos melhores que os fundos de renda fixa no médio e longo prazo. Sua principal desvantagem é o risco maior, de moderado para alto, dependendo da estratégia adotada pelo gestor.

Agora que você entendeu melhor os tipos de fundos classificados pela CVM, entre no site da autarquia (https://cvmweb.cvm.gov.br/swb/default.asp?sg_sistema=fundosreg ) e faça uma pesquisa nos fundos que mais te interessa, de acordo com seu perfil e objetivos de investimento, para saber mais detalhes.

Basta informar o nome ou CNPJ do fundo, digitar o código numérico que aparece do lado direito e quando aparecer o resultado da busca, clicar em cima do fundo desejado.

No próximo artigo iremos falar sobre a classificação de fundos pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) que é ainda mais detalhada e específica.

Até mais e bons investimentos.

Esse texto foi produzido pela Fiere Investimentos. Acesse aqui e veja como funciona uma gestão profissional de investimentos.

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