Dólar dispara; Ibovespa aumenta perdas

22 de março de 2019 Por Redação

Atualizado às 14h05min

O Ibovespa aumentou as perdas na tarde desta sexta. No horário acima caía -2,77% aos 94.054 pontos.

A notícia de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ameaçou deixar a articulação política da reforma da Previdência é um dos fatores que aumentam a aversão ao risco na Bolsa brasileira.

No exterior, o dia é de queda nas Bolsas com a desaceleração econômica na Alemanha.

Dólar sobe forte

O dólar tinha forte alta de +2,42% cotado em R$ 3,90.

Suzano

A alta do dólar impactava positivamente os papéis da Suzano (SUZB3), que estava entre os maiores ganhos no Ibovespa.

Vale

Os papéis da Vale (VALE3) aumentaram as perdas. Na véspera a Vale informou que obteve autorização provisória para operar barragem de Laranjeiras na mina de Brucutu.

Lojas Americanas e B2W

As ações da Lojas Americanas (LAME4) e da B2W (BTOW3) estavam entre as maiores quedas do Ibovespa. Na véspera os papéis dessas empresas já haviam tido forte queda com ambas as companhias reportando balanços. O lucro líquido da Lojas Americanas caiu no 4T18 e subiu no ano de 2018. O prejuízo da B2W aumentou no 4T18.

Investidores repercutem ameaça de Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avisou ontem ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que deixará a articulação política pela reforma da Previdência. Maia tomou a decisão após ler mais um post do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), com fortes críticas a ele. Irritado, o deputado telefonou para Guedes e disse que, se é para ser atacado nas redes sociais por filhos e aliados de Bolsonaro, o governo não precisa de sua ajuda.

A informação consta em reportagem de Vera Rosa e Naira Trindade, na edição desta sexta-feira do jornal O Estado de S.Paulo.

Nesta sexta, Maia respondeu no Twitter à deputada estadual do PSL, Janaína Pascoal, dizendo: “nunca vou deixar de defender a reforma da Previdência”.

Mercado de olho nas repercussões políticas da prisão de Temer

Os investidores também digerem as consequências políticas da prisão do ex-presidente Michel Temer.

Em um primeiro momento, avalia que a detenção de Temer e de Moreira Franco, ex-ministro de Minas e Energia, ambos do MDB, pode prejudicar o andamento da reforma da Previdência.

O MDB tem maioria no Senado e, na ânsia de lutar pela sobrevivência política após a prisão de seus caciques, pode pressionar mais o Planalto.

Além disso, pode haver uma série de “ruídos” no Congresso entre representantes da chamada velha política e parlamentares novos, o que dificulta um consenso mínimo em torno da reforma.

‘Ruídos’ na reforma dos militares

O líder do PSL na Câmara, deputado Delegado Waldir (GO), afirmou na véspera que na opinião dele o governo precisa explicar a proposta de reestruturação da carreira militar.

O presidente Jair Bolsonaro entregou ao Congresso a proposta de reforma da aposentadoria dos militares na quarta.

A reestruturação foi incluída no projeto sobre aposentadoria de militares. Economia prevista pelo governo com reforma é de R$ 97 bilhões, mas a reestruturação gera custo de R$ 86 bilhões.

Economia alemã estagnada preocupa

O índice alemão de produção Composite, que mede a produção combinada dos setores de indústria e de serviços, caiu de 52,8 para 51,5 no mês anterior. Já o PMI industrial (Índice de Gerente de Compras na sigla em inglês) caiu de 47,6 para 44,7, enquanto PMI de serviços caiu de 55,3 para 54,9.

Os dados sugerem que a economia alemã se encaminha para uma estagnação no primeiro trimestre, o que aumenta a aversão ao risco nas Bolsas da Europa.

Isso ocorre em meio à desaceleração da economia da China e dos Estados Unidos e preocupa os investidores em âmbito global.

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