10 perguntas e respostas sobre debêntures incentivadas

14 de fevereiro de 2018 Por Redação
Bruno Mendonça Lima de Carvalho, responsável pela área de Renda Fixa da Guide Investimentos

Bruno Mendonça Lima de Carvalho, responsável pela área de Renda Fixa da Guide Investimentos

 

Com a redução dos juros muitos investidores estão à procura de outros produtos da Renda Fixa para diversificar a carteira de investimentos. Um deles tem chamado a atenção porque não tem incidência de Imposto de Renda para pessoa física. Estamos falando das debêntures incentivadas. Sobre esse tema, o Finance News entrevistou Bruno Mendonça Lima de Carvalho, responsável pela área de Renda Fixa da corretora Guide Investimentos.  Confira:

 

-Qual o valor mínimo da aplicação?

Em ofertas públicas 1.000,00, para ativos que já estão no secundário mínimo de 10 mil.

-Quanto tempo dura a aplicação?

Depende da debênture que ele escolher. Mas elas são indicadas para o longo prazo. Por lei essas debêntures para gozarem da isenção precisam ter um prazo médio superior a 4 anos.

-Tem liquidez diária, caso o investidor precise do dinheiro antes do fim do prazo da aplicação?

Não necessariamente o investidor precisa ficar com a debênture até o vencimento, poderá eventualmente vender no mercado secundário, muito parecido como ocorre com o Tesouro Direto.

-Explique como funciona a remuneração ao investidor que aplicou recursos em uma debênture incentivada.

As debêntures incentivadas tem sua taxa com uma parte prefixada e o restante atrelado à inflação, semelhante ao “Tesouro inflação +” do Tesouro Direto, só que isento de imposto de renda.

-Não incide nada de Imposto de Renda?

Para pessoas físicas não, para pessoa jurídica o subsídio é da alíquota mais baixa da tabela regressiva de 15%.

-Tem garantia do Fundo Garantidor de Crédito?

Não, mas podem ter garantias reais (imóveis, recebíveis, ações de controladas e etc). No entanto não são todas que tem garantias adicionais, portanto tem que olhar caso a caso.

-É indicado para qual perfil de investidor?

Desde o conservador ao mais arrojado, o que vai mudar são os tipos de empresa (risco de crédito) e a concentração que o investidor vai ter em cada debênture.

-Quais os riscos associados a esse tipo de investimento?

Risco de crédito (inadimplência), Risco de mercado (oscilação das taxas de juros, como ocorre no Tesouro IPCA +) e Risco de liquidez (não conseguir vender no mercado secundário antes do vencimento a preços coerentes) seriam os mais relevantes.

-É considerado renda fixa?

Sim, é um instrumento de renda fixa, pois você está emprestando dinheiro as maiores empresas do país. Renda Fixa sempre é um título de dívida.

-Com a taxa Selic em queda, a debênture incentivada pode ser uma alternativa a produtos da renda fixa como CDB ou títulos públicos?

Sim, mas o investidor tem que sempre procurar um profissional para que possa auxiliá-lo na seleção das mais atrativas diante do perfil dele.

 

 

 

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