Em Paris, Meirelles afirma que agenda econômica continua avançando

7 de junho de 2017 Por Redação
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, discursa na plenária com o tema O Brasil em Reformas: Previdência e Tributária, na 20ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios (José Cruz/Agência Brasil)

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (José Cruz/Agência Brasil)

 

A agenda econômica continua em andamento, independentemente das discussões de ordem política, avaliou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em Paris, onde participa da reunião da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em entrevista coletiva à imprensa, Meirelles destacou que a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado concluiu a votação do texto da reforma trabalhista e a reforma da Previdência está em discussão no Congresso Nacional. “Continuamos trabalhando normalmente. O Brasil continua a funcionar, independente de discussões de ordem política”, disse.

Para Meirelles, a aprovação da reforma da Previdência, mesmo que fique para o segundo semestre deste ano, trará “um resultado extremamente favorável” para as contas públicas. “Do ponto de vista de formação de expectativa, se for aprovada de fato – como têm sinalizado alguns líderes do Congresso – este mês, é um cenário positivo e seria o melhor para o país”, acrescentou.

“Não é meramente uma posição política de cada um [dos parlamentares] – contra ou favor. O que existe é uma discussão objetiva sobre a necessidade de se fazer uma reforma da Previdência no Brasil”, enfatizou.

Meirelles disse ainda que a economia brasileira já mostra sinais de retomada do crescimento e os mercados, na última semana, ficaram “relativamente estáveis”, o que indica expectativa de continuidade da evolução da economia brasileira.

Juros

O ministro disse ainda que é uma característica normal do Banco Central (BC) ser cauteloso. Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC indicou que pode fazer uma redução moderada em ritmo de cortes na taxa básica de juros, a Selic.

Para Meirelles, o BC seguiu o que estava previsto pelo mercado, ao reduzir a Selic em 1 ponto percentual, para 10,25% ao ano, e “deu a indicação clara aos mercados” de que vai monitorar a atividade econômica e as perspectivas de inflação.

País-membro

Pelo Twitter, o ministro disse que a candidatura do Brasil como país-membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) está sendo “muito bem recebida”. “Entrada na #OCDE faz parte da nossa agenda de reformas”, disse, na rede social, onde abriu hoje (7) uma conta.

No final do mês passado, o governo confirmou que o Brasil apresentou pedido para aderir à organização internacional de 35 países, baseada nos princípios da democracia representativa e da economia de livre mercado. De acordo com o porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, o governo brasileiro acompanha as atividades da OCDE desde 1994 e, em 2007, foi convidado a um “engajamento ampliado” com vistas justamente a uma possível entrada na organização.

 

Informações da Agência Brasil