Descoberta da Petrobras no pré-sal e outras notícias

11 de agosto de 2017 Por Redação

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Atualizado às 8h25min

Para esta sexta

Os investidores acompanham nesta sexta os movimentos do Planalto para contornar a crise fiscal.

A reunião de ontem, quinta, entre o presidente Michel Temer, os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, além dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, do Senado, Eunício Oliveira, e líderes do governo no Congresso Nacional não chegou a uma definição sobre a mudança da meta fiscal deste ano e de 2018.

A decisão deve ficar para a próxima segunda-feira.

Para este ano a meta já é de déficit de até R$ 139 bilhões. Para 2018, é de R$ 129 bilhões.

A crise fiscal ocorre em um momento em que o governo está com dificuldades para lidar com sua base política e em um contexto em que as reformas estão paradas, cenário que não é nada bom para a frágil retomada da economia brasileira.

A escalada da tensão entre a Coreia do Norte e os EUA também está no radar do mercado. O secretário americano de Defesa, Jim Mattis, advertiu que uma guerra com a Coreia do Norte seria “catastrófica”.

As principais Bolsas operam em queda devido a ameaça de um conflito.

Bolsas e petróleo (8h25min)

Japão (Nikkei 225): -0,05%

China (Shanghai Comp.): -1,63%

Londres (FTSE 100): -1,24%

Alemanha (DAX): -0,30%

Petróleo WTI (EUA): -0,43%

Petróleo Brent: -0,29%

Corporativo

Descoberta da Petrobras no pré-sal

A Petrobras (PETR4, PETR3) informou a descoberta de acumulação de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos, localizada na área do Campo de Marlim Sul.

Esta é a primeira descoberta comercial de petróleo no pré-sal da área de Marlim Sul.

A descoberta ocorreu durante a perfuração do poço 6-BRSA-1349-RJS informalmente conhecido como Poraquê Alto, com profundidade de 4.568m. O poço que identificou a descoberta está localizado a 115 km da costa do Estado do Rio de Janeiro, em profundidade d’água de 1.107m.

A descoberta foi confirmada por meio de dados de perfis, detector de gás, testes de formação a cabo e amostras de fluido.

“A análise dos dados atuais indica reservatórios carbonáticos com boas características de porosidade e permeabilidade, a 4.420m de profundidade e 45m de espessura com óleo. Esse resultado demonstra o potencial de novas descobertas em bacias maduras, com infraestrutura de produção já implantada”, afirmou a Petrobras.

A estatal também divulgou na noite desta quinta seu resultado trimestral. O lucro líquido da estatal no 2T17 foi de R$ 316 milhões. Esse resultado foi 14,6% abaixo do obtido no 2º trimestre de 2016, quando a petroleira teve lucro líquido de R$ 370 milhões. Analistas esperavam um lucro líquido no 2T17 em torno de R$ 1 bilhão. O Ebitda ajustado no 2T17 foi de R$ 19,094 bilhões, recuo de 6,6%. No 2T16 foi de R$ 20,450 bilhões. Leia mais sobre o resultado trimestral aqui.

Aes Tietê Energia

A Aes Tietê Energia (TIET11, TIET3, TIET4) informou que a Securities and Exchange Commission – SEC, órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, autorizou a migração do programa de American Depositary Receipts (ADRs) da companhia para o Nível I no mercado de balcão (OTC Markets) em Nova Iorque.

Com a Migração, as ADRs da Aes Tietê Energia passaram a ser negociadas sob o código “AESTY” e CUSIP no 00809V203.

A paridade entre as ADRs e as ações da companhia permanece inalterada, de modo que a emissão dos certificados se dá à razão de 1 Depositary Share para cada 1 unit.

A migração do programa de ADRs para o Nível I visa ampliar as formas de acesso dos investidores às ADRs, principalmente aqueles domiciliados no exterior, bem como ampliar a liquidez de suas ações.

Copel

A Companhia Paranaense de Energia, Copel (CPLE3, CPLE5, CPLE6) comunicou a seus acionistas e ao mercado em geral que finalizou os estudos relacionados a uma Oferta Subsequente de Ações e que decidiu não prosseguir com o processo, entendendo que há, neste momento, melhores alternativas de geração de caixa que possam continuar suportando o plano estratégico de crescimento sustentável da companhia.

A companhia divulgou também que teve lucro líquido de R$ 151 milhões no 2T17, o que corresponde a queda de 85% em relação ao mesmo período do ano passado.

Natura

A Natura (NATU3) informou que foram obtidas todas as autorizações regulatórias necessárias à aprovação da aquisição da The Body Shop, inclusive as aprovações pelas autoridades de defesa da concorrência no Brasil e nos Estados Unidos da América.

“Com isso, foram cumpridas todas as condições precedentes à consumação da operação, conforme estabelecidas no contrato de compra e venda de ações celebrado pela L’oréal e pela Natura em 26 de junho de 2017”, destaca em fato relevante a companhia brasileira. O fechamento da operação está previsto para ocorrer em setembro de 2017.

CSN

A CSN (CSNA3) vai aumentar o preço do aço plano em 12,75%. O reajuste vai ocorrer a partir do dia 25 de agosto. É o segundo aumento realizado pela siderúrgica este ano.

Carrefour Brasil

O Carrefour Brasil (CRFB3) teve lucro líquido de R$ 279 milhões no 2T17. Esse valor corresponde à alta de 9,8% em relação ao 2T16, quando o lucro líquido foi de R$ 254 milhões.

CPFL Energia

A CPFL Energia (CPFE3) teve lucro líquido de R$ 123 milhões no 2T17. Esse valor corresponde a queda de 48,7% em relação ao mesmo período de 2016.

A geração de caixa operacional medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), subiu 6,3% para R$ 1,027 bilhão na comparação com o 2T16.

Cyrela

A Cyrela (CYRE3) informou que teve prejuízo líquido de R$ 141 milhões no 2T17, revertendo lucro de R$ 44,7 milhões de reais no 2T16.

Light

A Light (LIGT3) teve prejuízo líquido de R$ 51 milhões no 2T17. Esse valor é 12,6% menor do que o prejuízo de R$ 58 milhões no 2T16. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no 2T17 ficou em R$ 208 milhões. No mesmo período de 2016, foi R$ 177 milhões, crescimento de 17,7%.

Eztec

A Eztec (EZTC3) anunciou o lançamento do empreendimento In Design Liberdade, na Zona Sul de São Paulo. O projeto contará com 1 torre residencial, totalizando 114 unidades de padrão médio-alto, com áreas de 65 e 70 m², para um VGV total de R$ 67,8 milhões.

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